terça-feira, 14 de junho de 2011

Luar

Luar,
Carregado de uma atmosfera mística,
De um amor exacerbado,
De uma loucura apaixonada,
De uma poesia encantada.

Luar!
Luar, tu chamas-me,
Chamas-me nesse cantar de lua cheia,
Nessa luminosidade que premeia
Este sonhador cuja alma se incendeia
Porque o romantismo lhe corre pela veia.

Luar,
Essa tua magia que faz belo o que o não é,
Que mostra o que há por dentro e não se vê,
Que faz da flor uma obra-prima
E do sonhar uma arte que sublima.

Que reduz a minha vida a uma efémera pequenez,
Que faz das perguntas alegre viuvez.

Luar,
Esse teu momento eterno,
Esse teu luar, ameno e terno.

Luar,
Deixa-me olhar-te uma última vez,
Inspira-me,
Dá-me um pouco dessa luz que amanhece em mim
Uma loucura sonhadora
Mas que, como a noite, tem um fim.