
Estava a precisar de um dia assim. Um dia em que, na melhor das companhias, esqueci, duma vez por todas, o que me andava a assombrar há tanto tempo, a limitar a minha vontade e determinação, a pôr em causa todo um sonho que imagino realizar. Foi-se. E com ele foi também um peso, que sinto agora tão aliviado.
Agradeço e dou inteiro mérito à companhia, sem a qual nada disto teria sido possível. Não foi preciso muito, nem nada de complicado. Nunca é. É curioso como são as coisas mais simples que têm os efeitos mais poderosos. Uma palavra bastou para não pensar em mais nada se não na beleza que o mais pequeno pormenor revela se o contemplarmos com outro olhar. Mas menos que a palavra, foi o simples sorriso, que, sem saber, me trouxe de novo à realidade que há tanto tempo procurava.
Era de um dia assim que eu andava a precisar. Uma tarde bem passada, uma noite que acabou em alvorada. Em qualquer das situações a protagonista foi sempre a mesma: a companhia. Teve e tem sempre papel fundamental. É algo de que nos devemos sempre lembrar. Recordei com isto uma lição que espero nunca mais esquecer: o mundo à nossa volta pode estar a desabar, os problemas parecerem não ter solução, podemos até pensar que nada vai voltar a ser o que era e que a felicidade se escondeu para nunca mais regressar. A resposta está sempre ao nosso lado, nos amigos. São eles que estão sempre prontos para acorrer aos nossos pedidos, dar o conselho que estávamos mesmo a precisar, ou então apoiar-nos com o seu silêncio e um abraço. É simples, mas muitas vezes não o procuramos ou não o queremos, maior erro que podemos cometer.
É bom, por isso, que nunca nos esqueçamos. Por pior que a vida nos esteja a parecer, está lá sempre um ombro amigo para nos apoiar e ajudar a começar de novo.
Obrigado
(já agora também ao sr. Sinatra, cuja música inspiradora, foi também uma preciosa ajuda)
Sim, é impressionante o que os amigos nos fazem :)
ResponderEliminarObrigada também :)
[INSERIR AQUI COMENTÁRIO] (porque hoje não estou com cabeça para estes assuntos)
ResponderEliminarooh :')
ResponderEliminarOlá
ResponderEliminarCá vou espreitando o teu cantinho e deliciando-me com os teus escritos.Os amigos são outra familia que criamos ao longo do caminho, uns se perdem outros renovam, mas importantes no tempo em que existem.Com amigos nunca estás só.
Continua escrevendo e desata o nó!
Adoro-te. bjinho da avó.
MG
Depois do que li so poderia te responder asim Carlinhos:
ResponderEliminarTenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outro s afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinicius de Moraes)
TE AMO MUITO
Tio RUI
Teu Padrinho