segunda-feira, 4 de julho de 2011

Porto

Se tudo à volta se acerca
Porquê a sensação de abandonado?
Razão de um coração uno
Se sentir quebrado?
Porque é que as luzes que me vão iluminando
Deixam que a chama desta alma se vá apagando?
Porque é que o sono, outrora sonho,
Se fez ilusão de um homem que, sonhando,
Não queria mais que ser ele,
Mais que o mar para onde as ondas o iam levando?

Em plenas tormentas procuro a bonança,
Em alto mar mantenho a esperança.
Sentado no convés me abrigo desse frio,
Mas a minha alma só aquece na proa do navio.
Só aqui te avisto, porto sonhado!
Qual pomba que chega do amor encontrado.
Terra à vista, em ti sonho ancorar.
Icem as velas, vamos para onde nos leva o mar!

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